sábado, 14 de julho de 2012

Atualizar ou não atualizar?

Post sugerido por: @daviddiniz

Recentemente, o Google nos brindou com a notícia de que a linha Xoom da Motorola, faria parte do Google Experience, mas o que é isso em resumo?

Em resumo, significa que essa linha de tablets teria a mesma experiencia Google de manuseio, modus-operandi, e atualizações da linha Nexus, trazendo uma experiência mais real ao usuário do Android. Inclusive, neste sábado (14/7), vários usuários do Xoom receberam a feliz notificação do Android ICS, para atualização (aqueles que possuem o Android 3.x, é claro!).

Então temos a pergunta do post: Atualizar ou não atualizar?

Depende: Atualizações são importantes para manter o software livre de bugs, ter novos recursos e utilidades para seu equipamento. Dizer algo assim é até meio redundante e óbvio, mas é isso!

Depende tambem da capacidade do hardware, se ele suportaria o upgrade, ou se você pode efetuar upgrade de hardware para receber o novo software, ou se esse upgrade é realmente necessário...

Por exemplo, o tablet Xoom 1, possui um processador ARM Cortex A9 de 1Ghz com chip de vídeo Nvidia Tegra 2 e 1Gb de ram(?). De fábrica, ele saiu com o Android 3.1, que ja está ultrapassado, tem pouco suporte de desenvolvedores, e até pouco suporte do Google. Então neste caso o upgrade compensaria, pois adicionaria um sistema com alto nivel de suporte, com experiencia Google, e outros features interessantes, e principalmente: Melhorias de desempenho e frameworks!

Isso à nivel de tablets e smarts, mas e a nivel de desktops, servidores, frames, e blades?

Depende mais ainda... A nivel de desktops, o upgrade é feito à gosto do usuário, tipo o desktop da minha irmã, que vai sobreviver ao quarto upgrade via Windows 8 (processo iniciado no Windows XP). Esses upgrades são importantes para correção de bugs, e todos os outros aspectos já ditos acima.

E o resto? Depende do projeto implementado, e do que se espera do hardware/software/ativos e etc. Mainframes por exemplo, podem operar initerruptamente de 20 a 30 sem sequer serem desligados, com apenas pequenos patches e upgrades de OS, mantendo exatamente o mesmo hardware durante todo esse período.

Servidores as vezes precisam de pequenos reboots e periodos de outage para manutenções, à depender da demanda.

Bem pessoal, isso foi apenas uma pequena reflexão, sendo o resto a cargo do usuário que é você! Tire suas conclusões e veja se é viavel...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pequenos programas acadêmicos, grandes parceiros! (parte 2)

Disclaimer: Me desculpem pelo atraso neste post, pois eu tive uma série de problemas hoje, mas que felizmente já foram resolvidos!

Continuando com o nosso artigo apresentado ontem, vamos prosseguir falando sobre mais algumas empresas que oferecem iniciativas acadêmicas para estudantes técnicos e bacharéis.


A IBM é uma empresa que possui menos opções conhecidas e difundidas para estudantes, porem possui iniciativas acadêmicas e atividades interessantes, como o IBM Academy Initiative, e o Master The Mainframe Contest (Ou IBM Mainframe Contest, no Brasil).

O Academy Initiative da IBM é especialmente interessante para estudantes de engenharia e TI que utilizem ferramentas da IBM (como DB2, ou Lotus e etc) ou queiram conhecer melhor as ferramentas, e ter principalmente a oportunidade de conhecer e lidar com um ambiente Mainframe (a IBM libera uma credencial de estudante à todos os cadastrados regularmente na iniciativa). Particularmente recomendo, pois o ambiente do z/OS via TSO é apaixonante - e complexo! -.

Um dos concursos mais legais patrocinados pela IBM, é o Mainframe Contest como já dito acima, aonde o estudante se inscreve pelo hotsite do concurso - normalmente as inscrições são no mes de agosto - e baixa um software emulador de terminal recomendado pela IBM, ou utiliza o seu próprio (Lembrando que deve ser compativel com o IBM3270, não podendo ser um software telnet VT100 qualquer, como o Putty).


Ambiente TSO em um terminal 3270.

Após, a IBM envia por e-mail pequenas (e complexas) tarefas para operação no ambiente TSO, sendo o concurso normalmente divido em 4 etapas, a saber:

Etapa zero: Ambientação, onde o usuário apenas se acostuma com alguns conceitos de operação e tem o primeiro insight do sistema
Etapa um: Onde o usuário efetua manipulações básicas no sistema e em datasets (arquivos e pastas)
Etapa dois: O mesmo da um, porem mais complexa, manipulando scripts JCL e alguns codigos
Etapa três: Programação - Normalmente COBOL ou Java utilizando DB2 como banco -.

A medida que o usuário completa toda a etapa, ele se classifica prá próxima e ganha alguns prêmios dependendo da sua classificação.

eu por exemplo, ganhei a camiseta da primeira etapa:


Bem pessoal, vou tentar tambem melhorar aquele post da primeira parte sobre a Microsoft, pois o S2b tambem tem muitos detalhes interessantes, e estava sem tempo para escrevê-lo melhor.

Até mais!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pequenos programas acadêmicos, grandes parceiros! (parte 1)

Hoje vou falar rapidinho dos programas de apoio acadêmico oferecidos por algumas empresas como a Microsoft e seus "apendices", tendo em vista que muita gente desconhece essas coisas simples e que podem ser uma mão na roda numa ocasião futura.

Tenha em mente que apendices, são programas adicionais, como cursos e concursos!


A Microsoft possui vários programas, sendo os mais conhecidos no Brasil, o IT Academy (Link alternativo) e o MSDNAA. Estes programas visam oferecer descontos para certificações, cursos online especificos, e softwares gratuitos para utilização pelo aluno, sendo necessário a faculdade/universidade ser credenciada pela Microsoft, e pagar uma taxa anual pela utilização do serviço.

O mais difundido, é o programa de download de softwares licenciados, o MSDNAA, e é oferecido pela maioria dos cursos de TI no país. É uma ótima chance para o aluno legalizar os softwares da(s) sua(s) máquina(s) pessoal(is), e conhecer algumas soluções Microsoft, como o Visual Studio, Exchange, Sharepoint, e etc.

Caso haja interesse pela utilização do serviço, você tem 2 meios:

1- Entrar em contato com a coordenação, ou o atendimento ao aluno da sua universidade, e solicitar o seu cadastramento junto à Microsoft, ou;
2- Ou solicitar a sua inscrição junto ao Microsoft DreamSpark.

Como concursos e cursos, a Microsoft possui o DreamSpark, conforme dito, que é uma iniciativa da Microsoft que dá suporte a concursos como a Imagine Cup, que são olimpiadas de "Ideias", onde pessoas desenvolvem projetos e idéias tendo um patrocinio da Microsoft para tal.

Se não me engano, este ano a medalha de prata do Imagine Cup foi para um Brasileiro, por sinal, que desenvolveu um software de acessibilidade para deficientes, mas eu não tenho as informações exatas no momento...

Adicionalmente, a Microsoft possui com parceiros (como os SENACs e alguns campus da PUC pelo país) um programa chamado Student 2 Business, que oferece cursos gratuitos nas áreas de infraestrutura Microsoft, desenvolvimento .Net e Sharepoint. Para se candidatar, é necessário se inscrever no periodo de inscrições que é todo inicio de semestre (entre Fevereiro-Março e Julho-Setembro), passar na prova da primeira etapa (que é uma palestra) e aguardar o resultado!

Particularmente, fiz o curso de infraestrutura SharePoint 2010 do segundo semestre de 2010, quando começei na minha universidade, e digo que o curso é BEM puxado, mas é muito gratificante!

Bem pessoal, fica por aqui, e espero liberar a segunda parte (e quem sabe mais partes) hoje a noite, ou até amanhã cedo!


terça-feira, 10 de julho de 2012

Mobilidade extrema?

Disclaimer: O artigo abaixo apenas representa minha opinião e desabafo, podendo conter erros de interpretação sobre o mercado. Gentileza me desculpar e corrigir nos comentários. Sinta-se livre tambem para discordar nos comentários!

No inicio desse ano, comprei um tablet visando utilizar os inumeros livros da Universidade em formato e-book, e eliminar aquela tonelada de livros da biblioteca da minha mochila. Missão cumprida em partes, pois eu não utilizava o tablet sempre...



Organização na mesa de trabalho é tudo!



Acabou que na metade do semestre, o tablet ficou encostado na minha mesa e eu o utilizava apenas para brincar e fazer alguns hackings para massagear o ego, ou melhorar o equipamento (que diga-se de passagem, não é o melhor do mundo, mas foi o melhor para o meu bolso), e aprender algumas coisas adicionais sobre o Android.

Antes, eu contava apenas com meu celular, um Samsung Galaxy 5 com o mod Cyanogen 7.2 instalado e com muitos anos de serviço pela frente ainda. O tablet em questão é um Megatron KD-700 que está com o mod Uberdroid 1.5.7 instalado.

Entretanto, o tablet se tornou inutil pro que eu pensava que ele serviria, e descobri com o passar do tempo que meu notebook e meu smartfone eram necessários pra 95% das tarefas que eu desempenho. E aonde quero chegar com isso? Bem, a modinha (já fria) dos tablets:

Há 1 ano atrás, houve o boom dos tablets: Dezenas de fabricantes (alguns duvidosos), remarcando e montando tablets, alguns lançando produtos absurdamente caros no mercado e que fazem a mesma coisa do resto (né Samsung e Apple?), e bla bla bla... Mas nota-se que muitas pessoas simplesmente abandonaram os tablets ou passaram a subutilizá-los, simplesmente porque eles não tem uma "utilidade".

A grande utilidade em meu caso, veio no projeto do 3º semestre da universidade, no qual nosso grupo de interdisciplinar desenvolveu um prototipo de aplicativo Android, voltado o uso em smartfones e tablets. Era um aplicativo simples que automatizava o calculo de algumas formulas de Estatística básica. O tablet serviu bem aos propósitos de testes, juntamente com todos os smartfones Android do grupo.

Nisso, pego gancho do assunto do tópico, que é "mobilidade extrema": Realmente precisamos disso tudo?

Hoje meu notebook que quase não sai da minha mesa (e poderia ser substituido por um desktop) e meu smart já resolvem 95% dos meus problemas, sendo o tablet um intermediário para viagens ou saídas em que o notebook não é uma opção viavel ou segura para o transporte. Especulou-se uma epoca, inclusive, que os tablets iriam fatalmente substituir os notebooks... Mas é?

Hoje o que se observa, é um esfriamento do uso das tabuletas, sendo o uso crescente em meios corporativos (cujo, sim, sente grande necessidade pelo equipamento).

Em meu trabalho no Ministério, foram-nos entregues 4 tablets que são usados pelas chefias e pelo administrativo, e os equipamentos servem bem para carregar informações e conferencias rápidas de informações. Nisso, eu diria que está ok.

Enfim, o tablet seria um nicho necessário direcionado à um mercado errado, ou mal direcionado aos seus mercados. Eu sou viciado o suficiente para usar um, e preciso (bem eventualmente), mas eu não trocaria meus computadores e smart por um tablet simplesmente para parecer "cool", alem de ser uma estupidez, ao meu ver...

Claro, existe sempre a possibilidade de eu não ter pego ainda um equipamento bom o suficiente para substituir meu tablet, que é um génerico chines que efetua MUITO bem o seu trabalho, quem sabe eu me apaixone mais pelo equipamento quando eu comprar um melhor ano que vem, não é?

domingo, 8 de julho de 2012

Frequencia de postagem e Help > About!

Bem pessoal, vamos falar um pouco mais do seu escritor aqui, mas antes, alguns esclarescimentos:

Vou tentar manter uma frequência de postagem no inicio, mas como eu estou escrag... estagiando e estudando, logo tenho um espaço de aproximadamente 4 horas por dia pra escrever algo (ou durante algum momento mais livre no trampo). Eu pretendo escrever de 2 a 3 vezes por semana, a depender!

Bem, agora vamos a um breve help > about:

Sou estudante de Sistemas de Informação em um Centro Universitário em Belo Horizonte, tenho lá meus 24 anos, e já alguns anos de carreira a nível técnico. Pretendo atualmente seguir carreira na área de devel, tendo alguns skills acadêmicos em Python, C/C++ e Java.

O grande problema, é conseguir algum estágio ou emprego na área de dev em BH, mas isso se consegue, é claro! (Afinal, precisamos começar de algum lugar)

Eu queria postar um curriculum aqui e tal, mas acho que não caberia, ou caberia? Mas é isso aí por ora...

sábado, 7 de julho de 2012

Migração para Linux? Acho que ainda não...

Provavelmente aqueles que me conhecem, sabem que sempre trabalhei com Linux em vários momentos da minha vida, e sempre tentei utilizá-lo em meu PCzinho/notebook/etc, mas sem sucesso.

Sempre utilizei os sistemas Linux em servidores sempre que possivel, com uma alta margem de sucesso, seja a aplicação um firewall, ou um servidor para IDC, mas infelizmente o uso doméstico sempre foi uma TRAGÈDIA TOTAL!

Então nessa ultima semana, eu tentei novamente fazê-lo, mas novamente o sistema sempre me impôs empecilhos para a migração total, e os narrarei aqui:

Recentemente, fiz o download do excelente OpenSUSE 12.1, queimei o DVD, fiz o backup do meu notebook, e executei a instalação, e instalei com sucesso. Na instalação, quase todos os meus devices, incluindo-se nessa lista, a placa de rede Wi-Fi, foram detectados com sucesso pelo instalador e devidamente instalados. A unica exceção foi a camera, mas eu já esperava que algo assim fosse acontecer, então tudo bem...

Eu costumo dizer que o OpenSUSE hoje em dia é tudo o que o Ubuntu para desktops deveria ter sido, mas não o foi: Fácil de usar e funcional, mas infelizmente o Ubuntu é apenas fácil de usar, claro, digo por experiencia propria devido aos inumeros problemas que já tive em mais de uma máquina com ele, mas voltando ao Suse:

Após instalado, a placa de rede Wi-Fi não funcionava no ambiente carregado e instalado, e após uma rápida pesquisa, verifiquei que havia algum tipo de incompatibilidade entre a placa de rede e o kernel mais novo do OpenSUSE, o que demandava a instalação de um gerenciador da Broadcom para a placa funcionar.

Felizmente, a instalação foi rápida, bastando ir no Wiki da SUSE, e baixar um arquivo de 1-click configuration, que configurou o repositório packman no YaST, e instalou o broadcom-wl.

Essa página de informação pode ser acessada aqui: http://opensuse-guide.org/wlan.php, inclusive com instruções para várias Broadcoms (tipo a minha, que é a 4313), e o esquema de configuração do YaST para o download dos pacotes. Após isso, e um rápido reboot com o kernel novo, o sistema subiu com a placa de rede ok!

Ok, instalei o Chromium, e estamos aí:


Grande Rias!

Hora de abrir o navegador, e abrir o site do Banco do Brasil (cujo tenho conta a vários anos), e me deparo com a "agradavel" mensagem:



Lindo né?

Após pesquisar, ví que o Banco do Brasil possui 3 problemas com o Linux (e qualquer outra plataforma que tenha comportamento parecido, fora do Windows):

1- A maioria das distribuições hoje usam o OpenJDK, que é um tipo de Java opensource, para evitar problemas de copyrights com a Oracle que proíbiu a distribuição direta do Java através de repositórios das distros, e hoje só é possivel baixá-lo via site da Oracle. (Ok, neste ponto não é culpa da distribuição).

O aplicativo do site do BB, não é compativel com o OpenJDK, dá prá se perceber...

2- O OpenSUSE (e provavelmente outras), utiliza o ICEDTea, que é um plugin para Firefox e Chromium que faz a interface entre o navegador e o OpenJDK, que TAMBEM e incompativel com o aplicativo do BB.

3- QUALQUER Java 64 bits é incompativel com o aplicativo do BB! (Informação descoberta após quebrar a cabeça aqui por 2 horas)

Aí fica dificil, né Banco do Brasil? Mas tudo bem, vamos às "Gambiarras"...:

1- A solução simples, consistem em efetuar um "downgrade" do Firefox para 32 bits e instalar o Java oficial da Sun Oracle em 32 bits.

Poreeeeeem, o YaST do OpenSUSE não permite o downgrade do Firefox de 64 para 32 bits, o que me deixou como única opção, baixar o Firefox no site oficial e instalar os binários na /opt do sistema como root.

Instalação concluida, e Java instalado:




(Nota: Usei este excelente tutorial ensinando como instalar o Java no OpenSUSE 12.1 + Firefox: https://sites.google.com/site/easylinuxtipsproject/java-for-opensuse).

Entretaaaanto............

O plugin do Flash não funcionou!

Corri atrás de vários tutoriais, e 90% deles diziam para instalar o libflashplayer.so na pasta ~/.mozilla/plugins, e copiar o resto dos arquivos na /usr, mas quem disse que ia?

Removi tudo, e instalei o flash oficial no Yast, e instalei o libflash, e agora o Flash funciona no Chromium, mas o Java não funciona, e vice versa!

Resumindo? Fazendo novo backup e me preparando para instalar o Windows 7 Professional 64 bits que baixei na MSDNAA da minha Universidade.

Analista sofre, viu...?

Ah sim, um pequeno PS: O site do Banco do Brasil funcionou após instalar o Firefox 32bits + O Java 32 bits!

Edit: Pessoal, os membros do grupo do OpenSUSE-PT no facebook, conseguiram achar um workaround funcional pro problema. É possivel ir ao site da solução aqui!

First!

Ok, não são os firsts que comentam usando essa palavrinha, e sim o primeiro post do blog!

Porque Grande ARPANet? Bem, nos idos de 1969, o governo estadounidense criou o primeiro embrião de rede metropolitana conhecido como ARPANet, cujo foi o inicio da internet que conhecemos hoje.

A história, a maioria dos computeiros já conhece: Foi criada com intuito de ser uma rede militar de telecomunicações praticamente inquebravel e indestrutivel e bla bla bla... A história completa você confere aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/Arpanet. Após um tempo, a rede se tornou uma rede acadêmica interligada com os orgãos militares estadounidenses, e começou a se expandir chegando a ser a internet de hoje em dia.

O nome vem dessa rede, talvez como forma de homenagem, e por ser um nome original! =)

Sejam bem-vindos, e vejamos no que isso dá!